A história recente de Valença guarda lições que não podem ser esquecidas.
Durante anos, a falta de alinhamento entre a gestão municipal e o Governo do Estado mergulhou a cidade em uma incômoda fase de abandono, paralisação de obras e estagnação socioeconómica.
O isolamento político cobrou um preço alto da população valenciana, que viu o município ficar para trás na atração de recursos públicos estaduais essenciais para a saúde, educação e infraestrutura básica.
A atual administração, sob a liderança do prefeito Marcos Medrado, rompeu esse ciclo ao reestabelecer o diálogo e a cooperação institucional com a esfera estadual.
Essa mudança de postura gerou conquistas históricas num curto espaço de tempo, exemplificadas por dezenas de obras em andamento e outras que estavam abandonadas por quase 20 anos e agora estão quase concluídas, recursos que são direito básico do cidadão, mas, sem alinhamento político os prefeitos nem mesmo buscavam o estado.
Valença é a maior e mais importante cidade da região, mas passou décadas rastejando básico, o direito é nosso, os recursos existem, mas, quando os políticos estão em lados completamente opostos, tudo rasteja e vimos isso na prática entre 2021 e 2024.
Reatar com o conflito ou distanciar-se do Governo do Estado representaria um risco direto de lançar Valença novamente nas sombras do esquecimento. Não porque deveria ser assim, mas, porque é assim que é.
A cidade vive um momento de recuperação e avanços, manter a sinergia com o governo do estado é ter a garantia de que a cidade continuará no caminho do crescimento e com portas abertas para novos investimentos.
No fundo, a pergunta que devemos nos fazer é: Diante do que já conquistamos, Valença vai aceitar retroceder no tempo e ver a cidade novamente refém do autoritarismo, do coronelismo que marcaram a cidade por mais de 40 anos? Ou está disposta a continuar a seguir caminho?
OPINIÃO:
Texto: Ciro Pimentel

Postar um comentário